"Se é sempre Outono o rir das primaveras
Castelos, um a um, deixa-os cair...
Que a vida é um constante derruir
De palácios do Reino das Quimeras!
E deixa sobre as ruínas crescer heras.
Deixa-as beijar as pedras e florir!
Que a vida é um contínuo destruir
De palácios do Reino das Quimeras!
Deixa tombr meus rútilos Castelos!
Tenho ainda mais sonhos para erguê-los
Mais altos do que as águias pelo ar!
Sonhos que tombam! Derrocada Louca!
São como os beijos duma linda boca!
Sonhos! ... Deixa-os tombar... deixa-os tombar ... "
Florbela Espanca in Livro de Soror Saudade - 1923

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